
Nas minhas buscas a fim de resolver a minha questão, encontrei um livro interessante que aproxima a pergunta inicial do meu projeto com a educação. "Por uma pedagogia da pergunta" foi escrito em forma de um diálogo entre Paulo Freire e Antonio Faundez. Os autores discorrem sobre suas experiências, especialmente na área da educação, e dialogam em busca de uma metodologia de ensino que enfatize a essência questionadora do ser humano. Isto vai ao encontro da minha postagem anterior. Por esta razão, resolvi postar trechos do livro que penso ser interessantes para a nossa investigação.
"A curiosidade do estudante às vezes pode abalar a certeza do professor. Por isso é que, ao limitar a curiosidade do aluno, a sua expressividade, o professor limita a sua também. Muitas vezes, por outro lado, a pergunta que o aluno, livre para fazê-la, faz sobre um tema, pode colocar ao professor um ângulo diferente, do qual lhe será possível aprofundar mais tarde uma reflexão mais crítica."
"(...) é profundamente democrático começar a aprender a perguntar."
"No ensino esqueceram-se das perguntas, tanto o professor como o aluno esqueceram-nas, e no meu entender todo o conhecimento começa pela pergunta, começa pelo que você, Paulo, chama de curiosidade. Mas a curiosidade é uma pergunta! Tenho a impressão de que hoje o ensino, o saber, é resposta e não pergunta. (...) o educador já traz a resposta sem se lhe terem perguntado nada. (...) o que o professor deveria ensinar seria, antes de tudo, ensinar a perguntar."
"Somente a partir de perguntas é que se deve sair em busca de respostas, e não o contrário."
FREIRE, Paulo. FAUNDEZ, Antonio. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
Olá Fernanda...Achei bem interessante teus escritos. Como todo filosofo as discussões sempre vão à fundo!!! Bjo Raquel Beltrame
ResponderExcluirMuito obrigada meninas! É bom poder compartilhar nossas experiências e conhecimentos!
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