quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pergunta central

Partindo de uma sugestão da professora Carla Beatris Valentini, resolvi elaborar uma pergunta guiadora para o meu projeto a fim de auxiliar na minha pesquisa. Já que a questão "Por que pergunto?" é muito abrangente, tive a ideia de aproximar a pesquisa para o âmbito da educação. O resultado disto culminou  na pergunta:


Como ensinar para o pensar tendo em vista a natureza questionadora do ser humano?

Em minhas pesquisas sobre esta questão, encontrei um texto que eu havia escrito para o Estágio em Filosofia e que tem tudo a ver com pergunta central do meu projeto. O foco do texto é no ensino de Filosofia, mas a metodologia que eu proponho pode (e deve) ser aplicada em qualquer disciplina. Segue o link para quem se interessar.
https://docs.google.com/open?id=0Bx9nWGCRLib5LWI2cFpFcHFablE

quarta-feira, 28 de março de 2012

Indicação de livro - "Por uma pedagogia da pergunta"

Nas minhas buscas a fim de resolver a minha questão, encontrei um livro interessante que aproxima a pergunta inicial do meu projeto com a educação. "Por uma pedagogia da pergunta" foi escrito em forma de um diálogo entre Paulo Freire e Antonio Faundez. Os autores discorrem sobre suas experiências, especialmente na área da educação, e dialogam em busca de uma metodologia de ensino que enfatize a essência questionadora do ser humano. Isto vai ao encontro da minha postagem anterior. Por esta razão, resolvi postar trechos do livro que penso ser interessantes para a nossa investigação.

"A curiosidade do estudante às vezes pode abalar a certeza do professor. Por isso é que, ao limitar a curiosidade do aluno, a sua expressividade, o professor limita a sua também. Muitas vezes, por outro lado, a pergunta que o aluno, livre para fazê-la, faz sobre um tema, pode colocar ao professor um ângulo diferente, do qual lhe será possível aprofundar mais tarde uma reflexão mais crítica."
"(...) é profundamente democrático começar a aprender a perguntar."
"No ensino esqueceram-se das perguntas, tanto o professor como o aluno esqueceram-nas, e no meu entender todo o conhecimento começa pela pergunta, começa pelo que você, Paulo, chama de curiosidade. Mas a curiosidade é uma pergunta! Tenho a impressão de que hoje o ensino, o saber, é resposta e não pergunta. (...) o educador já traz a resposta sem se lhe terem perguntado nada. (...) o que o professor deveria ensinar seria, antes de tudo, ensinar a perguntar."
"Somente a partir de perguntas é que se deve sair em busca de respostas, e não o contrário."

FREIRE, Paulo. FAUNDEZ, Antonio. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.


Certezas iniciais

É difícil falar de certezas quando se discute Filosofia, especialmente quando se trata da natureza humana. A questão "por que pergunto?" remete, inevitavelmente, à origem da Filosofia e aos primórdios da humanidade. Se analisarmos a aurora da humanidade, nos tempos mais primitivos, poderemos peceber uma característica que acompanha o homem desde suas origens: a curiosidade. A curiosidade nada mais é do que perguntar-se sobre os fenômenos, desde os mais efêmeros aos mais complexos, porém, sem ter propriamente a estrutura de uma pergunta.

Portanto, uma das minhas certezas iniciais é a de que o perguntar-se é natural de todo o ser humano. Mesmo em crianças que ainda estejam aprendendo a falar e em pessoas com limitações cognitivas podemos perceber a curiosidade como uma característica essencial. A outra certeza é a de que as perguntas nunca se esgotam. Quanto mais nos perguntamos e solucionamos problemas, mais vemos que há muito que ainda não conhecemos. Isto faz com que surjam mais perguntas, tornando este processo circular e contínuo. Também é possível afirmar que o ser humano evolui conforme questiona-se sobre as coisas ao seu redor e sobre si mesmo. Por mais que os outros animais também apresentem a curiosidade como característica, o homem é o único que possui o questionar-se como uma nessecidade ontológica.





sexta-feira, 23 de março de 2012

Dois vídeos para sensibilização

Estes dois vídeos mostram um pouco do porquê o homem se questiona sobre sua existência e sobre o mundo ao seu redor. São duas propagandas do Canal Futura, muito bem elaboradas e que nos instigam a pensar mais sobre a questão "por que pergunto?".


"Questione
Descubra
Mude"

Este é um movimento necessário para que o homem saia da inércia, e começa com a pergunta.


"Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas".

Afinal, se tivéssemos todas as respostas, qual seria o sentido da nossa existência?
Alguma sugestão?

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mapa conceitual inicial

"Somente a partir de perguntas é que se deve sair em busca de respostas, e não ao contrário" Antônio Faundez